sábado, 31 de outubro de 2015

Será? Jornal afirma que Oswaldo mentiu na coletiva (Vale ressalvar que 4 punidos sempre eram titulares com o treinador)

Em meio a sua maior crise no ano, o Flamengo parece viver no ‘País das Maravilhas’. Ontem, a alta cúpula do futebol esteve no Ninho do Urubu, e garantiu que a carruagem não virou abóbora e que o clima é dos melhores. Mas não é bem assim.

Apesar do discurso alinhado, antes do início da entrevista coletiva do técnico Oswaldo de Oliveira, alguns Contos da Carochinha foram contados. Embora tenha afirmado que a punição ao quinteto de atletas festeiros tenha sido um pedido expresso seu, o treinador foi apenas comunicado que o “Bonde da Stella” seria afastado por tempo indeterminado e multado.

A decisão já tinha sido tomada pelo diretor executivo Rodrigo Caetano, e por Fred Luz, diretor geral do Flamengo. O técnico só deu o seu aval para a medida.

— Queria puni-los. Partiu de mim. Erraram comigo. Falo sempre em sono, alimentação, abstinência alcoólica. Partiu de mim a punição — sustentou o treinador, que recebeu o “respaldo” do presidente Eduardo Bandeira de Mello e de Gerson Biscotto, vice de futebol, que foram ao centro de treinamento para mostrar que não há caça às bruxas. Mesmo com o caldeirão quente e as situações delicadas de Oswaldo de Oliveira e de Caetano, Bandeira de Mello vê tudo colorido no reino rubro-negro.

— Não existe briga e estamos juntos trabalhando pelo Flamengo. O que o clube tinha a dizer sobre o assunto, disse naquele comunicado. Não tem o porquê de exteriorizar um tema que diz respeito a jogadores, diretoria e comissão técnica. O clima é bom — frisou Bandeira.

Mas o ambiente é de evidente tensão, presente em declarações com vozes embargadas e olhares desconfiados. O comparecimento das figuras do clube que respondem diretamente pelo futebol, em um momento em que o futuro do Flamengo é pensado por outros cartolas, denota a tentativa de fortalecer a diretoria, desgastada pelos maus resultados. O processo eleitoral de dezembro também motivou a aparição do presidente no Ninho, criticado por oposicionistas pelo fato de não demonstrar uma postura firme.

— Não estou aqui para aparecer, mas para trabalhar. O Eduardo já respondeu que a intenção é ajudar. Não temos risco de cair. Ainda temos chance de Libertadores. E tem crise? Isso é o futebol — garantiu Biscotto.

Com mais seis jogos pela frente, o Flamengo só espera por um final feliz em 2015.

Fonte:Extra
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