domingo, 3 de dezembro de 2017

Zé Ricardo fala sobre a chance de tirar o Flamengo da Libertadores 2018



Demitido do Flamengo no início de agosto deste ano, o técnico Zé Ricardo agora tem a possibilidade de classificar o Vasco e ainda tirar o ex-clube da Libertadores.


Para isso, além da vitória vascaína contra a Ponte Preta na última rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo (3), em São Januário, outros resultados teriam de ocorrer.

O Flamengo ainda teria que ser derrotado para o Vitória, também neste domingo, na Bahia, e Botafogo, Chapecoense e Atlético-MG também teriam de ganhar seus confrontos com Cruzeiro, Coritiba e Grêmio, respectivamente.

Desta forma, Vasco, Botafogo, Chape e Galo ficariam com as últimas vagas no G-8 e estariam classificados para a maior competição de clubes da América do Sul.

Possibilidade

Zé Ricardo falou sobre esta possibilidade em entrevista coletiva nesta quinta-feira, em São Januário e revelou que se precisar tirar o ex-clube para classificar o Vasco, fará de tudo para acontecer.

“Já escutei [sobre tirar o Flamengo]. Todos sabem meu carinho pelo clube, são 15 anos. Mas vou lutar demais pela classificação do Vasco. Se for no lugar no Flamengo, vamos fazer de tudo para isso acontecer. Seria ótimo conseguirmos, até pelo planejamento, uma vaga na fase de grupos diretamente“, disse o treinador vascaíno.

O comandante cruzmaltino, no entanto, negou qualquer satisfação se isso de fato ocorrer. “A satisfação é pessoal, não é nada relacionado a outro clube“, disse Zé Ricardo, que ainda espera que o Flamengo ganhe a Copa Sul-Americana para que o Brasil seja beneficiado com mais uma vaga na Libertadores.

“Se tiver o G-9, ótimo para o futebol Brasileiro. Nosso esforço vai ser para classificar no domingo”, finalizou.

Fonte: Torcedores.com

Adriano revela objetivo "Não quero contrato, só quero a chance de treinar no Flamengo", confira



Em entrevistas recentes, Adriano nunca escondeu que tem vontade de retornar ao futebol em 2018.



Convidado do “Aqui com Benja”, do Fox Sports, o ‘Imperador’ reforçou deu desejo e gostaria de ter o Flamengo como início de sua retomada, onde ele deixa claro: é sem compromisso.
Questionado se é isso que quer para a próxima temporada, Adriano não titubeou e mostrou estar disposto a cumprir com os compromissos de um clube em 2018.

“Com certeza. Como falei, quero fazer alguns testes de fisioterapia por causa do tendão (de aquiles) e voltar a treinar. Não quero compromisso com o clube, quero começar a ver isso tudo primeiro para depois realmente poder voltar a jogar”, contou Adriano.

“Primeiro quero ver como está meu tendão, como vou reagir a voltar a treinar de novo para depois, sim, se tiver a oportunidade de acertar com algum clube”, completou em seguida.

Revelado e torcedor de coração do Flamengo, Didico não escondeu que seria ideal começar a treinar no Rubro-Negro e bateu na tecla de não ter vínculo até ver se pode ou não retomar sua carreira.

“Flamengo, todo mundo sabe, sempre vai ser a primeira opção”, afirmou. “Se tiver a oportunidade de só treinar, não quero contrato, não quero nada. Só quero começar a treinar. Aí se tiver interessado de fazer um contrato comigo, tudo bem. Mas no começo só queria um espaço para eu treinar, começar a ver se dá ou não (para voltar)”, completou.

ADRIANO QUER DAR MAIS UM TÍTULO AO FLAMENGO

Quando o Flamengo está em campo, é normal ver repercussão de Adriano nas redes sociais mostrando sua torcida. O carinho do torcedor também é visível e o ‘Imperador’ não nega que se empolga com os pedidos dos flamenguistas e  até pensa em dar mais um título ao Mengão.

“Isso é gratificante (o carinho da torcida), mas eu queria realmente está lá para retomar minha carreira novamente, vamos dizer assim, ainda mais no Flamengo. Quem sabe daqui para frente, é Deus que sabe de todas as coisas, se tiver que acontecer, vai acontecer. Não estou pedindo nada demais. Como eu disse, só quero um espaço para começar a treinar e lá na frente se tiver de rolar, vai rolar”, disse.

“Até porque se eu voltasse ao Flamengo, (gostaria de) tentar dar mais um título ao Flamengo. Para mim isso seria gratificante”, concluiu.

VONTADE DE DESMAIAR DE EMOÇÃO AO VER O MARACANÃ LOTADO

Um dos principais jogadores do Flamengo em 2009, ano em que o clube venceu o Brasileirão, Adriano por diversas vezes teve seu nome ovacionado pelo Maracanã lotado. O jogador se emocionou ao relembrar o carinho das arquibancadas.

“Não tem preço, é uma coisa que te… as vezes dá até vontade de desmaiar de tanta emoção, você se arrepia todo, dá calafrio no coração, você se emociona. Então só quem é flamenguista de verdade é que sente isso no peito”, finalizou.

Fonte: Torcedores.com

Com 4 desfalques, Rueda deve apostar em garotos para carimbar vaga na Libertadores



Depois de vencer o Junior Barranquilla e se garantir na final da Copa Sul-Americana, o Flamengo agora vai para a última rodada do Brasileirão, contra o Vitória, neste domingo (03). 


A equipe vai ter algumas mudanças na partida. Rhodolfo, suspenso com duas partidas pelo STJD, está fora.

Vizeu, punido por um jogo a menos, conseguiu efeito suspensivo e vai a campo.

Rueda também não deve contar com mais três jogadores. Réver e Everton estão fora por lesões musculares e Juan tem grande chance de ser poupado. Aos 38 anos, o zagueiro é um dos destaques da equipe na temporada, brilhou contra os colombianos e é considerado importante para a final contra o Independiente na próxima quarta (06). Com isso, a defesa deve ser formada por Léo Duarte e Rafael Vaz. Guerrero ainda aguarda sentença na Suiça sobre o caso de dping.

Caso não sofra com mais desfalques, Rueda mandará o que tem de melhor a campo. Como ainda precisa de uma vitória para se garantir na Libertadores do ano que vem, o time titular deve ser o seguinte: César; Pará, Léo Duarte, Vaz e Trauco; Cuéllar, Arão, Diego, Paquetá e Everton Ribeiro, Vizeu.

O Flamengo está na sexta colocação, mas ainda depende de um resultado positivo para chegar à fase de grupos do torneio continental de forma direta via Brasileirão. Caso vença a Sul-Americana, o Flamengo também preenche a vaga direta.

Fonte: Fox Sports

sábado, 2 de dezembro de 2017

Após Huck, PPS inicia conversas com goleiro César do Flamengo para definir slogan de campanha



A busca por um nome de fora da política para angariar os votos do eleitor insatisfeito continua após a desistência de Luciano Huck.


O PPS estava em conversas adiantas com o apresentador.


Roberto Freire foi visto na manhã de hoje no Ninho do Urubu para receber o goleiro César, herói da classificação do Flamengo na noite de ontem. 

Freire diz que o fato de César ter ficado dois anos sem jogar é positivo: “Se ficou esse tempo todo sumido, é sinal de que não recebeu nenhum convite da JBS para reuniões de madrugada”, disse.

O slogan da campanha já está pronto: “Por menos muralhas, dê a César o que é de César”

Fonte: Veja

Após Lincoln, Fla projeta subir mais uma joia do Ninho e volta de 'queridinho' da torcida em 2018



Após ter as contas equilibradas desde a chegada de Eduardo Bandeira de Mello, em 2013, o Flamengo conseguiu dinheiro suficiente para fazer negociações altas, como a de Éverton Ribeiro, que custou R$ 22 milhões aos cofres do clube. 


Aporte que fez a base ficar um pouco de lado no profissional. Só que o cenário se inverteu desde a chegada de Reinaldo Rueda.


O colombiano, satisfeito como que viu de agosto até agora, vai apostar ainda mais nos Garotos do Ninho em 2018.

Neste ano, Lucas Paquetá foi a grande novidade no time do treinador. Pouco aproveitado com o Zé Ricardo, que comandou o garoto na base, o meia ganhou espaço com Rueda. Atuou como volante, centroavante e agora na meia, função de origem. E vive alta após a boa atuação contra o Junior Barranquilla. Caiu nas graças da torcida e deve seguir no time titular neste fim de temporada.

E o principal nome que surge para integrar o time profissional do Flamengo para 2018 é o de Jean Lucas, volante do time sub-20. Nascido em 1998, o meio-campista ainda teria mais um ano para atuar na base. No entanto, os treinos com o time profissional e o rendimento nos juniores fizeram Jean pular esse caminho. Em campo, tem como virtude a boa saída de bola, o vigor físico e a habilidade para atuar na parte ofensiva. Michael, lateral-esquerdo, está com 18 anos e também pode pegar a vaga de terceira opção na função.

Emprestado para o Atlético-GO, Ronaldo é outro que deve ganhar mais chances em 2018. Campeão da Copinha em 2016, subiu com muita expectativa ao profissional, mas foi pouco aproveitado, mesmo sendo muito querido pela torcida. Foi para o Dragão para ganhar experiência e é nome certo para integrar o plantel rubro-negro na próxima temporada, já que Rômulo pode ser negociado após temporada abaixo da expectativa. Matheus Sávio, também campeão do principal torneio de base do país, não foi muito utilizado e deve ser emprestado para 2018.

Fonte: Fox Sports

Independiente provoca o Flamengo antes de decisão



Na decisão da Sul-Americana, o Flamengo terá um rival de peso. O Independiente é o maior campeão da Libertadores e é conhecido por jamais ter perdido uma decisão sul-americana. 


Em seu perfil no Twitter, o clube de Avellaneda esquentou o clima da decisão, dando uma leve cutucada nos cariocas ao citar o título da Supercopa da Libertadores de 1995 vencido contra o clube da Gávea.


No entanto, os rubro-negros têm uma recordação recente positiva. Nas quartas de final da Mercosul de 1999, último título internacional do Flamengo, o Independiente ficou pelo caminho. Os cariocas se classificaram para a semifinal após empatarem por 1 a 1 na Argentina e vencerem por 4 a 0 no Maracanã.

Flamengo e Independiente se enfrentam na decisão da Sul-Americana a partir da próxima semana. O primeiro jogo acontecer na Argentina, na próxima quarta, e a grande final será no Maracanã no dia 13 de dezembro.

Fonte: O Dia

Desafiada no Twitter, âncora da Globo apresenta jornal com cores do Flamengo



Apresentadora do RJTV – 1ª Edição, a jornalista Mariana Gross é torcedora do Flamengo fervorosa.



E provou isso durante a apresentação do telejornal local da Globo nesta sexta-feira (1).
Desafiada por torcedores do clube rubro-negro nas redes socais, ela apresentou o seu telejornal com as cores do time mais popular do Brasil, o vermelho e preto.

O desafio foi o seguinte: se o Flamengo fosse para a final da Copa Sul-Americana, Mariana deveria apresentar o RJTV justamente com as cores do Urubu.

Não deu outra, e com a vitória por 2 a 0 contra o Júnior Barranquilla, da Colômbia, nesta quinta-feira (30), o Fla foi para a final e Mariana cumpriu com a palavra.

Em sua conta oficial no Twitter, ela ainda tirou onda com quem duvidou que ela faria aquilo. “Sou uma moça de palavra. Desafiou, dançou! (risos)”, afirmou a jornalista.

O RJTV – 1º Edição é líder de audiência na Grande Rio de Janeiro, com médias na casa dos 17 pontos de Ibope.

Fonte: observatoriodatelevisao

Ficará com o Pará? Lateral direito Campeão Olímpico está livre do Santos com liminar na justiça



O lateral Zeca, Campeão Olímpico em 2016, conseguiu liminar na justiça para se desligar do Santos e assim, está livre para assinar com qualquer clube que tenha interesse, necessitando apenas do acerto salarial.



A informação é de Alexandre D Praetzel, do Uol.

Com a carência na posição sofrida pelo Flamengo, o atleta pode ser uma grande oportunidade para o rubro-negro, que conta atualmente com Pará e Rodinei na direita, Trauco e Renê na esquerda.

Apesar de ser destro, o defensor atua pela ala esquerda, com facilidade para jogar dos dois lados do campo, sendo assim uma ótima opção no mercado.

Zeca tem 23 anos e é considerado um dos mais promissores do país na posição. Na atual temporada, ele tem 31 jogos vestindo a camisa do time da Vila, mas não marcou gols.

Fonte: Coluna do Flamengo

Flamengo pode ter retorno de dupla contra o Vitória, pelo Brasileiro



O meia Everton e o zagueiro Rafael Vaz viajaram para Salvador, na Bahia, e se juntaram aos demais companheiros de Flamengo. 


Eles estão à disposição do técnico Reinaldo Rueda para o jogo do próximo domingo, contra o Vitória, pela última rodada do Campeonato Brasileiro.


Vaz pode ser titular, já que Réver está suspenso e Rhodolfo foi punido com cinco partidas de gancho pelo STJD. Everton está recuperado de uma lesão na coxa esquerda, mas está sem ritmo de jogo. Vaz ficou fora da viagem para a Colômbia porque sentiu dores musculares nesta semana.

Réver não enfrentou o Junior Barranquilla porque sofreu um edema muscular na coxa esquerda. Ele sentiu dores no treino de quarta-feira, na véspera da partida, e voltou a apresentar o problema no aquecimento. O jovem Lucas Paquetá, de 20 anos, que recebeu um pisão no pé esquerdo no jogo na Colômbia, também foi submetido a um exame, mas não sofreu lesão.

Apesar de estar na final da Copa Sul-Americana, o técnico Reinaldo Rueda tem bons motivos para não poupar o time contra o Vitória. Se vencer, o Flamengo garante vaga na fase de grupos da Libertadores. No entanto, em caso de vacilo fora de casa, o time carioca terá de torcer contra vários adversários.

Fonte: Terra

sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Flamengo projeta supremacia no futebol brasileiro a partir de 2020, confira o gráfico da evolução rubro negra:



Na segunda-feira que sucedeu a vitória fora de casa do Flamengo por 3 a 0 sobre o campeão Corinthians, em 19 de novembro, chegaram ao Rio de Janeiro os analistas da Double Pass. Trata-se de uma consultoria belga que aprimorou a formação de jogadores de futebol na Alemanha e na Bélgica e hoje está presente também nos Estados Unidos. 


Foi a segunda vez que a empresa mandou seus profissionais à cidade para reuniões com dirigentes do Flamengo, como Rodrigo Caetano, diretor executivo de futebol, Reinaldo Rueda, técnico colombiano recentemente contratado, e treinadores das categorias de base. A primeira visita ocorreu em outubro, quando a parceria começou, e durou dez dias. Os belgas deverão trabalhar no Flamengo até dezembro de 2018 para ajudá-lo a reestruturar seu departamento de futebol e, se tudo correr como imaginado, implantar métodos de trabalho dignos de um Bayern de Munique.


Com um objetivo de longo prazo para lá de audacioso: inaugurar uma fase de supremacia rubro-negra no Brasil. Há no país ao menos mais meia dúzia de clubes que podem ter sonho parecido. Nenhum, porém, planejou isso com tanto capricho.

A parceria com os belgas vingou depois que Fred Luz, diretor-geral do Flamengo, leu uma reportagem de Carlos Eduardo Mansur no jornal O Globo. O colunista descreveu como os belgas trabalharam em dois países. Na Alemanha, implantaram novos métodos de treinamento e formação de atletas em academias de futebol espalhadas pelo país. A contratante foi a federação alemã, interessada no início dos anos 2000 em reformular a maneira como se jogava futebol por lá. Vê-se o resultado na primeira divisão e na seleção. Os clubes da elite passaram a usar 23% mais jogadores formados na base do que no período anterior a 2000, e os alemães ganharam a Copa do Mundo de 2014 com direito a 7 a 1 no Brasil. Na Bélgica, a empresa montou o sistema de formação que revelou Kevin de Bruyne, Hazard e Lukaku, todos empregados por grandes times europeus e integrantes de uma badalada safra de jogadores belgas. Fred Luz foi atrás dos belgas para que eles repliquem o modelo no Flamengo.

Parte do trabalho dos consultores consiste em definir com maior consistência como o Flamengo se comportará em campo ao longo dos anos. Joga num 4-4-2 ou prefere ter um atacante a mais num 4-3-3? Leva a bola ao ataque pelo chão ou com passes longos? Marca por zona ou homem a homem? Hoje, no Flamengo e em qualquer outro clube brasileiro, o técnico que chega tem o poder de impor suas ideias sem se importar com o trabalho anterior. Isso ocorre a cada troca de treinador. É tanta mudança de filosofia que time nenhum tem identidade. O Flamengo quer ter uma. Que bata com valores da história do clube, resumidos por palavras-chave como “raça”, “amor” e “paixão”. E que se aplique desde a base. Pelo plano, atletas sub-20, sub-17, sub-15 e até sub-13 aprenderão desde cedo a jogar como o Flamengo joga. Como se faz no campeoníssimo Bayern de Munique.

Sob a mesma filosofia, o clube contratou, em 2016, a consultoria Exos, a fim de diminuir o número de dias de afastamento de atletas por lesões. Destinou a esse fim R$ 1,1 milhão em janeiro de 2016. Com novos equipamentos e procedimentos no departamento médico, o resultado apareceu. Houve 64 lesões em 2015 e 22 no ano seguinte.

O plano de reformulação começou a tomar forma anos atrás, com a chegada do presidente estatutário Eduardo Bandeira de Mello e de Luz como diretor-geral. As categorias de base do clube foram reorientadas para formar atletas para o time profissional – não mais para ganhar torneios de base, que geralmente são vencidos por adolescentes mais fortes, mas nem sempre de maior potencial. Há algum resultado visível. Na semifinal que classificou o time para a decisão da Copa Sul-Americana, na quinta-feira (30), o atacante Felipe Vizeu marcou os dois gols contra o Junior Barranquilla, da Colômbia. Lucas Paquetá se destacou com mais uma aparição raçuda. E o goleiro César brilhou ao substituir o contestadíssimo Muralha: defendeu um pênalti e fez outras defesas importantes para manter o placar favorável. A semelhança entre esses três: todos vieram das categorias de base flamenguistas. Há também desdobramentos financeiros.

Em janeiro de 2017, o Flamengo fez a maior venda de sua história até ali, ao mandar o lateral Jorge para o Monaco por quase R$ 29 milhões. Em maio, uma venda maior bateu novo recorde, dessa vez do futebol brasileiro: a ida de Vinicius Júnior para o Real Madrid rendeu R$ 165 milhões. Se o Flamengo mantiver um sistema de formação de atletas  moderno e meticuloso, como o que se propõe, tenderá a se manter na dianteira das exportações de jogadores – e sem depender excessivamente dessa receita.



Os valores animam um clube que, pouco tempo atrás, não conseguia manter salários em dia e lutava para evitar um rebaixamento à segunda divisão. Quando o grupo de Bandeira de Mello assumiu o clube, no fim de 2012, deu  com um endividamento próximo a R$ 730 milhões, sem dinheiro em caixa para nada. Por isso, traçou um plano estratégico para o período entre 2013 e 2020, junto com a consultoria de gestão EY, que estabeleceu ciclos a cumprir. O primeiro eles chamaram de “recuperação da credibilidade”. Incluiu profissionalizar a gestão, elevar receitas e pagar dívidas. Isso esteve no topo das prioridades de 2013 a 2015. O ciclo seguinte, que termina agora, foi de investimentos. Com a dívida reduzida para R$ 430 milhões, começou a haver dinheiro para elevar gastos com contratações de reforços e salários mais polpudos. Essa fase ocupou 2016 e 2017. Agora vem o terceiro ciclo, intitulado “virtuoso”, de 2018 a 2020. Se o clube conseguir cumpri-lo, elevará faturamento e investimento e baixará mais a dívida. No caminho do plano ambicioso, porém, há cobranças externas e erros.

Nas finanças, o Flamengo realmente chegou, nos últimos anos, a uma posição privilegiada entre clubes brasileiros. O faturamento em 2017, estimado em R$ 633 milhões após revisão orçamentária, tem mais de R$ 350 milhões de dianteira em relação a quanto espera arrecadar o São Paulo – que nos anos 2000 teve soberania financeira e se tornou o brasileiro mais próximo da supremacia esportiva. Quanto mais dinheiro entra, mais pode ser investido em futebol. O Flamengo avalia que sua  estrutura administrativa permitirá, a partir de 2018, tomar empréstimos com bancos de grande porte a juros baixos como nunca aplicados ao futebol. Os times por aqui usualmente se financiam com empréstimos de pequenos bancos, dirigentes ricos e agentes de atletas e pagam os juros altos tipicamente cobrados de quem não apresenta perspectiva financeira sólida. O clube também prevê que suas contas passem a ser carimbadas por uma das quatro maiores auditorias do mundo. Hoje essas auditorias passam longe do futebol por causa da tradição de administração instável e pouquíssima transparência no setor. Nas finanças do Flamengo, já há feitos a elogiar e o futuro é promissor. O problema é o futebol.

De tanto ouvir que o clube nada em dinheiro, ainda que na realidade tenha nadado mais em dívidas que em investimentos no passado recente, o torcedor exigiu mais títulos. No dia em que o Flamengo comemorou aniversário de 122 anos, 15 de novembro, algumas dezenas de torcedores foram aos portões do centro de treinamento do Ninho do Urubu protestar. “Ô, Caetano, vai se f..., o Flamengo não precisa de você!”, gritavam os marmanjos. O time ainda não havia vencido o Corinthians e ocupava a modesta 7a colocação no Brasileirão. A faixa amarela pendurada em árvores reforçava a exigência pela saída do diretor de futebol e “diagnosticava” o problema: “Salário em dia, porrada em falta”. Em cinco anos de gestão Bandeira de Mello, o time conquistou dois estaduais e uma Copa do Brasil – pouco, diante das ambições. Os principais dirigentes rubro-negros, entrevistados na sede do clube na Gávea por ÉPOCA na véspera, dizem estar habituados à pressão de dirigir o clube de maior torcida do país. Mas admitem que o desempenho no futebol, aquém do esperado, realmente os incomoda. “O fato de o Flamengo ainda não dominar completamente as relações de causa e efeito no futebol, que não é uma ciência exata, é uma preocupação muito grande”, pondera Luz.

Mais de uma explicação circula nos corredores da Gávea para desvendar a frustração. O Flamengo não tem, em relação aos adversários, uma vantagem de investimento digna de um Bayern. Na Alemanha, o time de Munique dedica coisa de € 260 milhões aos salários de atletas e comissão técnica, enquanto o Borussia Dortmund, único a desafiar sua supremacia, gasta a metade. No Brasil, o Flamengo investiu R$ 91 milhões em salários e direitos de imagem de atletas e comissão técnica no primeiro semestre de 2017, ao passo que Palmeiras e Corinthians destinaram valores próximos, R$ 88 milhões e R$ 78 milhões. O Fluminense, rival tradicional, ficou para trás, com R$ 59 milhões. A demora para formar o time também atrapalha. Éverton Ribeiro, principal reforço da temporada, chegou só em junho. O goleiro Diego Alves foi repatriado em julho. As contratações espaçadas atrasam a preparação física e tática, além do entrosamento. Por isso, Luz quer que o Flamengo forme seu elenco ainda na pré-temporada, como faz o Bayern na Alemanha.

Os flamenguistas puseram no plano estratégico metas ambiciosas: querem se tornar o melhor time de futebol das Américas e subir na lista de 20 maiores do mundo em termos de faturamento. Isso implica chegar a uma receita de € 200 milhões e conquistar cinco torneios nacionais, entre Brasileirão e Copa do Brasil, entre dez possíveis. Ninguém fez isso no Brasil até aqui. Para chegar lá, seus dirigentes prometem manter a aposta em planejamento e método, além de não cometer irresponsabilidades financeiras, a antítese do que se viu no futebol brasileiro dos primórdios até hoje. E boa vontade não basta. O Flamengo precisará faturar de mais jeitos.

Time de futebol, hoje, ganha dinheiro com televisão, patrocínio, bilheteria e sócio-torcedor. Uns mais, outros menos. A direção do Flamengo vê um vasto território inexplorado em plataformas digitais. A pasta de marketing, dirigida pelo vice estatutário Daniel Orlean e pelo executivo Bruno Spindel, prevê o lançamento de um reformulado aplicativo rubro-negro em fevereiro de 2018. Nele, o torcedor terá uma segunda tela para a partida de futebol – esteja ele no estádio ou no sofá de casa –, com acesso a dados sobre jogadores e imagens de pré e pós-jogo. A arrecadação, esperam os cartolas, virá de um modelo que funciona bem em games (apelidado de “freemium”, uma combinação de algo grátis com algo valioso). Se o plano der certo, o torcedor usará parte dos recursos gratuitamente e pagará para ter acesso a áreas exclusivas.Além disso, o Flamengo terá direitos que hoje pertencem à TV Globo, compradora do pacote de direitos de transmissão. A partir de 2019, quando começa a vigorar um novo contrato, o clube venderá direitos internacionais e transmissões por streaming (como no Netflix). Com essas e outras novas fontes de receita, segundo o plano estratégico, o time partirá rumo aos € 200 milhões em faturamento, nível similar ao momento atual da italiana Roma.

Quando se fala na possibilidade de uma supremacia no futebol brasileiro, devem-se observar os adversários. Os outros clubes grandes têm finanças desajustadas. O Fla-Flu era igualitário nas finanças há poucos anos. Os tricolores cariocas faziam compras com dinheiro da patrocinadora Unimed – empresa então dirigida por Celso Barros, torcedor com ambições políticas no clube. Um episódio em 2007 ilustra a pujança financeira do período. Em janeiro daquele ano, o Fluminense tirou craques dos rivais – Leandro Amaral do Vasco e Dodô do Botafogo. Nos anos seguintes, contratou Conca, Fred e Deco, entre outros reforços caros. Mas a patrocinadora deixou o Fluminense em 2014. Hoje, o clube das Laranjeiras está quebrado e tem de vender jogadores para sobreviver.

O Fluminense, como o Flamengo em 2013, começou em 2017 uma reestruturação administrativa e financeira. O presidente Pedro Abad chamou a mesma EY para desenhar o plano, contratou Marcus Vinicius Freire, ex-dirigente olímpico, para a função de CEO e cortou gastos. Teve algum sucesso: a estimativa de déficit para 2017 encolheu de R$ 76 milhões para R$ 52 milhões. Mas a saúde do tricolor não se compara mais à do Flamengo. Em situações financeiras igualmente delicadas estão Vasco e Botafogo. Fora do Rio, só o Palmeiras compete de frente. A desigualdade financeira se firma. A questão é se o Flamengo conseguirá transformar dinheiro em taças para continuar a sonhar em se tornar o Bayern brasileiro.

Fonte: Epoca EC