quarta-feira, 27 de abril de 2016

Janca: “Muricy faz reclamações e é contestado nos bastidores do clube”



A diretoria do Flamengo continua dizendo que Muricy Ramalho está garantido no cargo e que irá permanecer no clube por dois anos. Oficialmente o discurso é de que o técnico não é o responsável pelo péssimo início de temporada do Mengo.


Nos bastidores, porém, a história é um pouco diferente. Apesar de a tendência ser mesmo a de ficar com o técnico pelo menos até o final do ano, há problemas e divergências entre as duas partes. E que não são tão simples assim.

A direção rubro-negra acha que Muricy está devendo, sim. Que trouxe uma dezena de reforços para o técnico e que ele não deu sequer padrão tático para o time carioca. E que não teve firmeza nem liderança nem na Copa Sul-Minas nem no Estadual do Rio, torneios em que o Flamengo acabou eliminado precocemente. E jogando uma bolinha bem pequena…

Já Muricy acha que os reforços não foram os melhores e quer pelo menos mais dois para o Brasileirão, torneio em que a meta é conseguir uma vaga para a Libertadores.

O técnico tem reclamado ainda do que estaria chamando de falta de estrutura do Flamengo. E mais de uma vez chegou a comentar com interlocutores que não há comparação com o que via no São Paulo, clube que comandou por mais de uma vez.

As reclamações do técnico já chegaram à diretoria do Rubro-Negro, o que deixou o clima entre as partes um pouco mais azedo.

Nesse clima o clube se prepara para a sequência da Copa do Brasil e para o Brasileirão, que começa mês que vem.

Fonte: Lance! Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Fla tem 9 jogadores em baixa com a torcida. Wallace lidera rejeição



Eliminado da Primeira Liga e do Campeonato Carioca, o Flamengo “lambe as feridas” e busca se reestruturar para a disputa do Campeonato Brasileiro e da Copa do Brasil. No entanto, o clima não é dos mais leves entre jogadores e torcida. Pelo menos nove deles estão em crise com os torcedores depois dos últimos resultados.


O capitão Wallace é o que enfrenta rejeição mais forte dos rubro-negros e um ambiente pesado. O goleiro Paulo Victor, o zagueiro César Martins, o lateral-esquerdo Jorge, o volante Márcio Araújo, os meias Gabriel e Alan Patrick, e os atacantes Emerson Sheik e Guerrero também tem sido bastante questionados pelos torcedores.

No setor defensivo, Paulo Victor vê a sombra de Alex Muralha no banco de reservas e o desejo de parte da diretoria em negociá-lo. A atuação na eliminação para o Vasco praticamente encerrou a possibilidade de uma renovação com César Martins. Esperança da base, o 
lateral Jorge caiu de rendimento desde o final do ano passado. Normalmente querido por treinadores, Márcio Araújo sofre com críticas constantes da torcida há tempos.

Olhando para o setor ofensivo, Alan Patrick segue manchado pela polêmica do “Bonde da Stella”, Gabriel não consegue se firmar mesmo depois de inúmeras chances, enquanto Emerson Sheik e Guerrero ainda não correspondem ao investimento e estão longe do que já produziram nas respectivas carreiras.

Os rubro-negros querem mudanças e também pressionam a gestão Eduardo Bandeira de Mello nas redes sociais. Com Wallace no topo da pirâmide de rejeição, o Flamengo tenta se reinventar e estuda o que fazer com o elenco para a sequência da temporada.

Saídas não estão descartadas, assim como a chegada de um zagueiro e de outros nomes para reforçar o grupo. Por ora, o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano defende os atletas, principalmente Wallace, e diz acreditar na volta por cima em 2016.

“Eu lamento muito que isso ocorra. Sempre se escolhe um ou dois para cristo. Além de grande profissional, o Wallace é uma grande figura humana. Existe uma predisposição contrária. Ele só vai reverter participando de uma equipe vencedora. Imagine o quanto esses jogadores não têm que trabalhar o lado psicológico para reverter isso. Sei que ele vai superar, já demonstrou que tem qualidade”, encerrou.

Fonte: Uol Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

terça-feira, 26 de abril de 2016

“Não vou deixar cair mais essa na minha conta”, diz Wallace sobre polêmica



Ao fincar a bandeira no círculo central da Arena Amazônia, em Manaus, Wallace não tinha ideia de que acabara de marcar território em grande polêmica. Questionamentos, ironias por parte do Vasco depois da derrota por 2 a 0 e cara de ponto de interrogação dos pequenos mascotes, que nada entenderam ao verem capitão e time entrarem em campo em disparada. As crianças tiveram que esperar o hino nacional para ficar ao lado dos ídolos. Em contato com o GloboEsporte.com, o zagueiro comentou pela primeira vez sobre a polêmica.


– Rapaz, olha só… Não vou deixar cair mais essa na minha conta. Tenho lido e ouvido muita besteira. Ainda estou aqui tentando digerir essa derrota para o rival, e é duro aguentar tudo isso calado. Disseram que a ideia foi minha, o que não é verdade. Todo mundo sabia dessa ação e eu, como capitão, concordei quando soube. E é bom que fique claro que não houve qualquer tentativa de menosprezar o adversário, mas sim fazer uma homenagem à nossa torcida e também mostrar que estávamos motivados para a decisão – afirmou o zagueiro, que não participou das atividades desta terça-feira, no Ninho do Urubu, por ter sido liberado para ir a Salvador resolver problemas particulares.

O gesto inusitado rendeu munição aos vascaínos, lembrando, com fotos, que os jogadores deram as mãos e entraram em campo ao lado dos pequenos torcedores. O zagueiro Rodrigo provocou ao final da partida, com 2 a 0 no placar e a vaga na final garantida.

– Cadê os gritinhos? Aqui ninguém marca território não – disse o jogador do Vasco.

Wallace lamentou o constrangimento causado para as crianças que aguardavam à beira do campo. E deu sua explicação:

– Em momento algum a intenção do grupo era decepcioná-las. Atendemos aos torcedores desde a chegada a Manaus, tanto no aeroporto, quanto no treino, hotel, estádio. Tenho dois filhos pequenos e lamento que isso possa ter causado qualquer constrangimento para as crianças e seus pais. E como era consenso que entraríamos correndo em campo, e tinha muita criança pequena parada ali, ficamos com medo de elas caírem.

O zagueiro e capitão do Flamengo aproveitou para comentar as declarações de Beto ao GloboEsporte.com. O ex-jogador, que foi capitão do Flamengo em algumas ocasiões, condenou a escolha do jogador como capitão.

– Se o treinador na época achava que o Beto era exemplo dentro e fora de campo, e com perfil para ser capitão… Mas sobre esses nomes (Léo Moura sugeriu que houvesse troca de capitão) eu prefiro falar num outro momento – concluiu Wallace.

Fonte: GE Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Muricy e Juan participam de reunião com diretores para barrar crise



O elenco do Flamengo voltou aos treinos na manhã desta terça-feira, e o clima de tensão tomou conta do Ninho do Urubu. Com os jogadores do lado de dentro fazendo trabalhos físicos, o acesso da imprensa foi limitado em parte das atividades.


Do lado de fora, um carro da Polícia fazia a segurança para evitar os protestos que tomaram conta da delegação no retorno de Manaus, onde, no domingo, o Rubro-Negro perdeu de 2 a 0 para o Vasco, e foi eliminado nas semifinais do Campeonato Carioca.

Além da Polícia, os seguranças do clube se movimentavam bastante, a todo momento esperando alguma hostilidade, o que não aconteceu em nenhum momento. O diretor de futebol Rodrigo Caetano explicou a situação.

“O torcedor muitas vezes não sabe como é dolorida uma eliminação em um momento de crescimento da equipe. Na semana passada, falavam que o Flamengo vinha jogando um futebol vistoso. Não somos contrários a manifestações de torcedores, mas há hora e local para isso. Aeroporto nunca foi local para isso, portanto, é natural que a diretoria se preocupe”, disse Caetano.

O diretor, por sinal, passou boa parte da manhã conversando com o vice-presidente de futebol, Flávio Godinho, e com o presidente Eduardo Bandeira de Mello. Em alguns momentos, o técnico Muricy Ramalho conversou com os dirigentes. Um dos líderes do elenco, o zagueiro Juan, que não enfrentou o Vasco por estar suspenso, esteve na conversa também.

“Tivemos reuniões para projetar a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro. Infelizmente, não chegamos à decisão da Primeira Liga e do Campeonato Carioca, mas isso não inviabiliza o que foi feito em termos de reconstrução da equipe e da comissão técnica, e muito menos a luta pelos nossos principais objetivos. Conversamos com muitos jogadores, estamos trabalhando de olho no futuro”, disse Caetano.

Dentro de campo, os jogadores vão trabalhar muito. Ao longo de toda a semana, estão previstas atividades em tempo integral. Apenas nesta quarta-feira e no sábado, as atividades serão em meio período.

Mando de campo

Com o Maracanã e o Nilton Santos entregues aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Flamengo decidiu optar pelo Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, como a sua casa no Campeonato Brasileiro.

“Nós vamos mandar cinco jogos em Brasília, mas o restante vai ser mesmo em Volta Redonda, inclusive na Copa do Brasil. Para melhorar o nosso público lá, teremos algumas promoções para atrair torcedores e sócios”, disse o diretor

O Flamengo estreia no Campeonato Brasileiro em 14 de maio, contra o Sport, em local a ser definido, já que o mando de campo é do Rubro-Negro carioca. “O jogo com o Sport, por ser uma estreia, pode ter uma situação diferenciada”, explicou Rodrigo.

Antes disso, o Flamengo vai jogar pela partida de ida da segunda fase da Copa do Brasil, dia 4 de maio, fora de casa, contra Fortaleza ou Imperatriz-MA, que se enfrentam nesta quarta-feira no Ceará, para definir quem avança. Na partida de ida, no Maranhão, houve empate por 1 a 1.

Fonte: Gazeta Press Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Flamengo defende Wallace, mas quer reforçar zaga



O diretor de futebol do Flamengo, Rodrigo Caetano, concedeu entrevista coletiva no início da tarde desta terça-feira, dois dias depois da eliminação para o Vasco na semifinal do Campeonato Carioca, e comentou sobre o questionamento sobre a defesa do time. O dirigente saiu em defesa do capitão Wallace, que tem sido muito criticado, mas confirmou o desejo em reforçar a zaga.


“Nunca negamos que buscaríamos mais um zagueiro. É que faltou um nome de convicção. Quando chegou, esbarrou na questão financeira”, declarou o dirigente. “Nunca ficou de lado que nós ainda seguiríamos buscando um nome para reforçar a zaga, até para aumentar o número de opções, mas também para qualificar o setor. Tentamos muito, é difícil. Não posso dizer quando e falar em nomes, mas seguiremos tentando aumentar o número de opções.”

Caetano ainda apontou que a dificuldade em encontrar zagueiros não é um problema exclusivo do clube carioca. “É um setor que temos uma carência, e todos os clubes do Brasil também têm. Por falta de quantidade e qualidade.”

Por outro lado, o dirigente foi bastante enfático na defesa a Wallace em meio às diversas perguntas sobre o momento do capitão da equipe rubro-negra.

“Eu lamento muito que isso aconteça. Sempre que se escolhe um ou dois para cristo, e o jogador sai daqui, acaba sendo reconhecido em outro lugar. Além de grande profissional, o Wallace é uma grande figura humana. No primeiro gol, ele salvou a bola, mas existe uma predisposição contrária, e ele só vai reverter isso participando de um time vencedor”, afirmou o diretor, que também mostrou apoio ao goleiro Paulo Victor.

“Meu papel aqui não é demagogia, mas qualquer tipo de avaliação sempre será interna. Mas são dois atletas (Paulo Victor e Wallace) que estão no clube há algum tempo, jogadores em quem o clube acredita. Em uma derrota, os personagens escolhidos nas derrotas às vezes se modificam, às vezes, não. Infelizmente, quando não ganha, só muda o endereço”, falou.

Confiança no trabalho de Muricy

A defesa é o setor mais questionado de um Flamengo que tenta encontrar melhores resultados na temporada. Afinal, assim como no Estadual, o clube também caiu na semifinal da Primeira Liga. A equipe foi eliminada pelo Atlético-PR. Já na Copa do Brasil, os rubro-negros avançaram à segunda fase depois de terem perdido para o Confiança-SE por 1 a 0 na idade e terem vencido na volta por 3 a 0.

Apesar de o Flamengo não ter conseguido chegar à decisão das duas competições que disputou e das críticas dos torcedores, Rodrigo Caetano mostrou confiança no trabalho de Muricy Ramalho, que foi contratado nesta temporada.

“Tivemos mudança de comissão técnica e elenco. É consenso que o que precisa ser corrigido será corrigido. O trabalho do Muricy está no caminho certo. Durante todo esse período de experiência dele, é um dos inícios de trabalho em que ele está mais confiante. Tanto de elenco, trabalho e até infraestrutura que o clube disponibiliza”, declarou.

Fonte: ESPN Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Adeus? Benfica força a barra e Cesar Martins deve deixar o Flamengo



Titular na derrota de 2 a 0 para o Vasco, o zagueiro César Martins pode estar de saída do Flamengo. O defensor pertence ao Benfica (POR) e tem contrato de empréstimo com o Rubro-Negro somente até o fim de junho. Muricy indicou que gostaria de permanecer com o atleta, e o departamento de futebol tentou estender o vínculo, mas, até o momento, não teve sucesso.


– César tem contrato até o fim de junho. Nas primeiras conversas com o Benfica, eles não passaram que estavam dispostos a estender o empréstimo. Assim está até o momento. Qualquer coisa diferente disso é mera especulação – disse Rodrigo Caetano, diretor-executivo de futebol do Flamengo.

O Flamengo apostava na boa relação com o Benfica para permanecer com o defensor de 23 anos. César Martins é reserva no time de Muricy Ramalho, mas atua com frequência.

O Flamengo, como se sabe, segue em busca de um zagueiro, mas encontra dificuldades no mercado. Recentemente, o Rubro-Negro tentou a contratação de Diego Polenta, do Nacional (URU), mas recebeu um ‘não’ como resposta.

Fonte: Lancenet Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Flamengo deixa primeiro semestre de lado e foca no objetivo do ano: Libertadores 2017



A expressão resignada de Muricy Ramalho após as duas eliminações rubro-negras no ano — Liga Sul-Minas-Rio e Estadual — mostra um comportamento diferente do que caracterizou o treinador em outros clubes. A falta de indignação e até irritação tem uma explicação: o foco do departamento de futebol é a Libertadores-2017.


A diretoria do Flamengo já havia inicialmente deixado o Estadual de lado e anunciou que colocaria time reserva. Depois de mudar os planos, acumulou a competição com o real objetivo deste semestre, a Liga. A queda no torneio amistoso coincidiu com o início da disputa da Copa do Brasil, que é prioridade para voltar ao torneio sul-americano.

Mas na Gávea só se fala no Campeonato Brasileiro e na expectativa sobre Muricy na competição da qual é tricampeão com o São Paulo e campeão com o Fluminense. Por isso ele será cobrado.

Direção não cumpre promessa de campanha
A revista da candidatura do presidente Eduardo Bandeira de Mello à reeleição anunciava “lutar por título sempre”. Passado quase um semestre, o Flamengo foi eliminado do Estadual e da Sul-Minas-Rio — e escapou de um vexame histórico na Copa do Brasil.

Além de não dar conta da promessa, a diretoria coleciona falhas de planejamento. A demora em definir uma casa que substituísse o Maracanã é a principal, já que as viagens cansaram o time.
Executivo dos mais bem pagos do país, Rodrigo Caetano fez contratações de retorno questionável. Foram dez neste ano, entre titulares e alguns jogadores que nem foram aproveitados: Muralha, Rodinei, Juan, Antonio Carlos, Arthur Henrique, Chiquinho, Cuéllar, Arão, Mancuello e Fernandinho. Fora a renovação com Sheik, Marcio Araújo e Wallace em 2015.

Outra marca da diretoria é a falta de pulso: não houve punidos no caso do “Bonde da Stella”, no ano passado, e ninguém registrou queixa contra os invasores ao Ninho do Urubu, em março.

Fonte: Extra Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Pra tentar resgatar torcida, Fla pode negociar Wallace



A perseguição da torcida ao zagueiro Wallace pode levar o Flamengo a negociar o jogador antes do Brasileiro. Embora tenha moral alta como capitão do time, tecnicamente o jogador caiu muito de produção desde sua chegada, e a contratação de um zagueiro de nível, já prometida algumas vezes, pode abreviar a passagem do atleta, com contrato até 2018.


As opções para Wallace são emprestá-lo a algum clube do Brasil ou aguardar a abertura da janela de transferências para ofertas internacionais, que chegaram ainda no fim de 2015 para o jogador. Com a reformulação do elenco, o capitão permaneceu por sua postura e liderança em campo.

No entanto, com a contratação de pelo menos mais um zagueiro para jogar ao lado de Juan na zaga ideal de Muricy Ramalho, Wallace seria colocado como opção no banco, intenção original para a atual temporada.

A falta de uma sombra real ampliou a titularidade do zagueiro. César Martins não vingou, Antonio Carlos sequer estreou e Léo Duarte, campeão júnior, foi pouco usado na equipe principal.

Wallace nunca se escondeu no Flamengo, mesmo cobrado por torcedores nos jogos e nos treinos. Na invasão de torcedores recentemente, tomou a dianteira da conversa e falou em entrevista coletiva.

Sua vivência de Flamengo tenta ser passada aos demais jogadores. Alguns, compram a ideia e participam mais. Outros, seguem alheios à importância de entender a cultura do clube.

O departamento de marketing já teve muito mais dificuldade para fomentar ações com sócios, mas com a participação de Wallace e Juan a relação melhorou. A entrada triunfal com a bandeira fincada no campo antes de enfrentar o Vasco seria uma dessas ações para estreitar a relação.

Com a atuação fraca da defesa – mais uma em jogo decisivo – Wallace e o restante dos jogadores acabaram vendo todo o esforço de aproximação sendo em vão. A crescente reclamação sobre o setor defensivo ecoa das redes sociais para a Gávea, onde ganha força. E o mantra se repete:

— Vamos reforçar a zaga e seguir qualificando o elenco para o Brasileiro — falou o vice de futebol Flavio Godinho.

Fonte: Extra Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

Com defesa contestada, Fla entra em crise após eliminação no Carioca



A eliminação do Flamengo no Campeonato Carioca, após derrota para o Vasco em Manaus (AM), por 2 a 0, caiu como uma bomba na Gávea. Além de manter a escrita recente de maus resultados contra o rival, o resultado mergulhou o Rubro-Negro em uma crise.

O processo de desgaste começou com a derrota de 1 a 0 para o Atlético-PR, em março, que gerou a eliminação na Primeira Liga. O quadro se agravou com o título do rival Fluminense na competição.


O clima de desconfiança aumentou com a derrota de 1 a 0 para o Confiança-SE, pela Copa do Brasil. O revés foi amenizado na semana passada, com o triunfo por 3 a 0, que deu a virada e rendeu a classificação para a segunda fase da competição.

A equipe esperava um bom resultado no domingo, mesmo com o Carioca sendo colocado em segundo plano pela diretoria, principalmente para quebrar a sequência ruim diante do Vasco. Porém, o time de Muricy foi inferior durante a maior parte do jogo, e acabou perdendo mais uma vez para o rival.

A eliminação no estadual foi a gota d’água para parte da torcida do Flamengo. Na madrugada desta segunda-feira, a equipe rubro-negra desembarcou no aeroporto Galeão, no Rio de Janeiro, onde foi recebida por um protesto que reuniu cerca de 80 torcedores.

A delegação flamenguista chegou por volta de 0h30 e, percebendo os protestos, tentou utilizar outra saída para “driblar” os torcedores. Os presentes, porém, correram para tentar impedir a saída do ônibus, que acabou recebendo socos e pontapés. A Polícia Militar precisou intervir na situação e um tiro de bala de borracha chegou a ser disparado para o alto. Os seguranças do Flamengo que estavam no local também foram cercados, mas ninguém saiu ferido.

Defesa é criticada

A revolta da torcida também ligou o sinal de alerta sobre a necessidade de reforços. A defesa passou a ser o foco, pois Wallace é um líder questionado pela qualidade, e Juan não suporta jogar todos as partidas da temporada. Cesar Martins, reserva imediato, nunca caiu nas graças da torcida, e a situação piorou após ele ficar caído no chão com um drible desconcertante do atacante colombiano Duvier Riascos, no lance que originou o primeiro gol do Vasco.

Diante desses problemas, a diretoria vai ao mercado procurar pelo menos mais um jogador para a posição, e a ideia é buscar um nome de peso, que possa chegar e resolver o problema do setor. Porém, não há pressa, pois os flamenguistas vão esperar a abertura da janela de transferências.

O elenco ganhou folga nesta segunda-feira, e o próximo compromisso oficial não tem data definida, já que o Campeonato Brasileiro começa em 14 de maio, e antes disso pode haver algum duelo pela segunda fase da Copa do Brasil, diante do vencedor do duelo entre Fortaleza e Imperatriz.

Fonte: Fox Sports Related Posts Plugin for WordPress, Blogger... 

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Destaque na Rússia, Ari sonha vestir a camisa do Flamengo: “Time do coração”



Como tantos nomes do futebol brasileiro nos últimos anos, Ari saiu cedo do país para jogar na Europa. Talvez até cedo demais. Não que ele tenha algum arrependimento em relação à sua trajetória, cujos destaques foram uma artilharia em seu primeiro ano na Suécia, um título holandês e até  um convite para se naturalizar russo e assim participar da próxima Copa do Mundo.


Mas aos 30 anos, Ari entende que há ainda há objetivos a serem vividos em solo brasileiro. Talvez no Fortaleza, clube que o revelou e onde conquistou um título do Campeonato Cearense, antes se mudar para o Velho Continente há 11 anos. Ou então, talvez no clube de seu coração e que permeia seus sonhos desde menino: o Flamengo.

Seu primeiro ano fora do Brasil foi, sem dúvida, o mais difícil. Além do choque cultural,  a adaptação ao clima frio de Kalmar, cidade sueca onde Ari desembarcou para jogar no clube da cidade, também foi complicada. E apesar de todas as dificuldades, já em seu primeiro ano conquistou a artilharia do Allsvenskan, o Campeonato Sueco.

“Quando eu estive na Suécia, acho que foi uma das fases mais difíceis, mas também a fase mais rápida de adaptação. Quando eu cheguei, eu lembro que eu peguei -18°C, pela primeira vez saindo do calor de Fortaleza. Foi complicado. Fora a língua, que eu não entendia nada. Em relação à adaptação, eu acho que foi rápida, porque no primeiro ano da Suécia, ser artilheiro do campeonato, acho que não são muitos jogadores que conseguiriam isso. Com todas as dificuldades que eu tive, consegui me recuperar e já no primeiro ano ter grande destaque”, disse ele.

Naturalmente, as ótimas atuações do jogador na Suécia o levaram a uma liga mais forte: a Eredivisie. Na Holanda, Ari teve um pouco mais dificuldade em conseguir um lugar no time titular, devido ao grupo forte do AZ Alkmaar. Ainda assim, o atacante brasileiro conseguiu seu espaço graças ao apoio recebido por aquele que ele considera o melhor treinador com quem já trabalho, o holandês Louis Van Gaal.

“Eu fiquei muito feliz por ter sido contratado a pedido do Louis Van Gaal, que na época era o treinador. Quando eu cheguei, vi que tinham muitos jogadores de seleções, Bélgica, Marrocos, Holanda… Para mim, aquilo ali estava sendo fantástico. Sabia que o começo ia ser complicado, mas o Van Gaal me deu muito apoio, me deu muita confiança . Não joguei logo de cara, mas fui conseguindo meu espaço, tanto que já no segundo ano, em que fomos campeões, eu joguei muitas partidas. Foi maravilhoso, três anos de experiência muito boa, por ter tido um treinador como ele, e ter conquistado o título holandês”, destacou.

Mas foi na Rússia onde Ari fincou suas raízes. E lá, em 2011, ainda jogando pelo Spartak Moscou, o jogador cearense voltou a ser notícia no Brasil. O motivo? O gol que ele considera ser o mais bonito de sua carreira: recebeu a bola e saiu em velocidade, driblou o goleiro e tocou por cobertura para o fundo da rede. O gol que Pelé não fez.

“Devem ter outros gols bonitos também, mas esse, por ter criado uma repercussão grande, ‘o gol que Pelé não fez’, ter driblado o goleiro e ter virado para o gol, depois ter coberto o goleiro. Acho que foi o mais lindo”, avalia Ari.

Desde 2013, Ari atua no Krasnodar, clube jovem, fundado apenas em 2008, mas que já acumula bons resultados no Campeonato Russo e também no continente. Na última edição da Liga Europa, por exemplo, o time se classificou para as oitavas de final com o primeiro lugar do Grupo C, à frente do favorito Borussia Dortmund. Tudo graças a ótima estrutura que fez com que Ari fechasse seu primeiro contrato com o clube e permitisse que ali atingisse um nível alto, capaz de chamar a atenção da Seleção Russa.

“Eu tive a grande felicidade de ser convidado para me naturalizar russo. Um convite do Fabio Capello, que na época era o treinador. Dei entrada na documentação, mas quando ele foi dispensado, duas semanas mais tarde, essa documentação foi parada. Estou até esperando esse novo treinador [Leonid Slutsky], se vão me chamar novamente para naturalizar. Mas em relação a isso estou bem tranquilo, mais focado no meu clube, nas competições que estou disputando, acho que tudo isso é uma consequência do trabalho, acho que com um bom trabalho, as coisas irão acontecer na hora”, disse o jogador, que ainda sonha em disputar a Copa do Mundo.

“Eu desde pequeno tenho o sonho de jogar na seleção, e depois com o passar dos anos aqui na Rússia, fui criando essa expectativa de querer me naturalizar russo, depois que eu completei cinco anos aqui no país. Mas eu não queria ser chamado para jogar na Seleção Russa por ter um passaporte, queria ser chamado por estar mostrando um bom futebol, estar mostrando um bom trabalho. É um objetivo, vou continuar trabalhando pra isso, e se for da vontade de Deus, vai dar tudo certo”, acrescentou.

É no Krasnodar que Ari pretende dar continuidade ao bom trabalho que está fazendo. O jogador de 30 anos renovou seu contrato com o clube por mais três anos e pretende cumpri-los. Mas ele também não esconde o desejo de voltar ao Brasil para encerrar sua carreira e, quem sabe, realizar o sonho de menino de Ariclenes da Silva Ferreira.

“Eu não sei em que ano eu posso voltar, mas sem dúvidas eu quero encerrar a carreira no Brasil, na minha cidade. Mas eu tenho o grande sonho também, desde garoto, de jogar no Flamengo. Sempre deixei claro que é o meu time de coração. Acho que até agora, se eu tivesse a oportunidade de jogar pelo Flamengo por seis meses, um ano, depois retornar à Europa, eu acho que eu encararia, realizaria meu sonho”, finalizou.

Fonte: Livia Muniz / Goal Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...