Um dos destaques no Brasileiro Sub-20 de 2015, Willyan Rocha teve uma passagem de apenas uma temporada pelo Flamengo. Mesmo agradando, o zagueiro não permaneceu na Gávea e depois rodou por alguns clubes do Brasil antes de ir para a 2ª Divisão de Portugal.
Natural do Espírito Santo, o garoto conciliou no começo de carreira os treinos nas categorias de base da Desportiva Ferroviária com o trabalho em um caminhão.
“Meu pai era caminhoneiro e sempre o ajudava. Eu quase parei uma época de jogar porque não recebia salário por não ser profissional. Queria ter dinheiro para dar uma força em casa”, disse, ao ESPN.com.br.
Mesmo assim, ele não desistiu por causa do apoio da família. No começo de 2015, após um torneio de base no Espírito Santo, o jogador foi emprestado aos juniores do Flamengo.
“Fiquei muito feliz de vestir essa camisa, é o sonho de um jogador estar em um grande clube. Foi um prazer enorme. Fiz muitos amigos e até hoje falo com o Zé Ricardo, que é um excelente treinador e me deu muitas chances por lá”, agradeceu.
O defensor atuou com jogadores como Vizeu, Paquetá, Matheus Sávio, Thiago, Ronaldo, Léo Duarte e Jorge.
“Venci o Carioca Sub-20 e foram os momentos mais felizes da minha vida. Ser campeão pelo Flamengo foi um prazer enorme. Fiz um excelente Brasileirão Sub-20 e mesmo não tendo chegado às finais fui eleito um dos melhores zagueiros do torneio”, recordou.
Para a tristeza de Willyan, os clubes não entraram em acordo no final de 2015.
“Foi oferecido um valor que a Desportiva não aceitou e o Flamengo não poderia dar mais pelo fato de eu ser do Sub-20”, analisou.
Como não ficou na Gávea, o zagueiro voltou para a Desportiva Ferroviária para jogar o Campeonato Capixaba de 2016. “Eu fui bem e ganhei troféu de revelação e melhor zagueiro”, falou.
Logo em seguida, ele foi para o Grêmio, no qual treinou com os profissionais e com o time sub-23.
“O treinador era o Roger Machado e me deu todo suporte e apoio. Fui muito bem acolhido também me senti em casa. Fico muito feliz me ter passado por esses grandes times”, contou.
Após seis meses, Willyan foi emprestado ao Votuporanguense para jogar a Série A2 do Campeonato Paulista deste ano.
“É um torneio que tem grandes equipes como Oeste, São Caetano e Bragantino, muito complicado. São Paulo é um estado que te dá muita visibilidade e como jovem sabia que daria certo”.
Após o final do Estadual, o defensor voltou ao Grêmio, mas não teve chances no time principal.
“Meu empresário conversou comigo e disse para eu jogar a Segunda Liga de Portugal. Vi que era bom e aceitamos. Está dando tudo certo e estou jogando muito bem”, contou.
Ele acertou com o Cova da Piedade, que briga pelo acesso para a elite portuguesa. “Temos uma equipe muito boa e experiente. Estou muito feliz e se Deus quiser vou deixar minha história por aqui. Quero mostrar meu trabalho”, bradou.
Mesmo com a mudança de país, o zagueiro demonstra confiança.
“O estilo de jogo e o fuso horário são bem diferentes, mas eu não tive problemas. Sabia que tinha que me adaptar mais rapidamente possível. Em uma semana estava tranquilo e jogando. Amadureci bastante com 22 anos e quero evoluir ainda mais”, relatou.
Com o desempenho, o brasileiro pode em breve mudar de time.
“Tem grandes equipes procurando meu empresário Marcos Ribeiro e estou bem feliz com isso. Isso me deixa ainda mais feliz e procuro dar o melhor. Quero ficar focado e trabalhando. Jamais deixarei isso subir na cabeça e afetar meu desempenho”, garantiu.
Com isso, Willyan espera fazer uma boa temporada na Segunda Liga.
“Quero continuar bem em Portugal e conseguir alcançar objetivos maiores na mina vida. Sonho em jogar em um time de primeira divisão e quem sabe chegar à seleção brasileira. Quero ajudar minha família também. Meus pais ficaram muito felizes por eu conseguir ser jogador profissional”, finalizou.

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